{"id":3575,"date":"2019-02-18T16:24:24","date_gmt":"2019-02-18T19:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinasefe-ifc.org\/litoral\/?p=3575"},"modified":"2019-02-18T16:35:25","modified_gmt":"2019-02-18T19:35:25","slug":"o-movimento-sindical-e-a-necessidade-de-reconstrucao-de-sua-unidade-pdb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinasefe-ifc.org\/litoral\/noticias\/o-movimento-sindical-e-a-necessidade-de-reconstrucao-de-sua-unidade-pdb\/","title":{"rendered":"O movimento sindical e a necessidade de reconstru\u00e7\u00e3o de sua unidade [PdB]"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:left\"><strong><em>PERSPECTIVA DE BASE: Michel Silva debate divis\u00f5es do atual movimento sindical brasileiro e o que \u00e9 poss\u00edvel fazer para caminhar em dire\u00e7ao \u00e0 unidade das organiza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\"><em>por Michel Goulart da Silva\u00b9<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">Nos \u00faltimos anos verificou-se uma grave crise no movimento sindical no Brasil. Por um lado, a CUT, principal central sindical, tem se apresentado como um aparato burocr\u00e1tico utilizado para barrar as lutas dos trabalhadores, embora ainda re\u00fana em sua base o grosso do movimento oper\u00e1rio. Por outro, as pequenas centrais dissidentes da CUT, como a CSP-Conlutas e a Intersindical, re\u00fanem uma pequena parcela dos trabalhadores brasileiros e se mostraram incapazes de se constitu\u00edrem como espa\u00e7os de organiza\u00e7\u00e3o para a classe. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os desafios colocados pelo governo Bolsonaro apontam para a necessidade da mais ampla unidade de a\u00e7\u00e3o e luta entre os diversos setores, superando o imobilismo das principais dire\u00e7\u00f5es<\/strong>. O drama da crise de dire\u00e7\u00e3o dos trabalhadores raras vezes se mostrou t\u00e3o claramente.<\/p>\n\n\n\n<p> O marco simb\u00f3lico dessa crise pode ser relacionado ao primeiro ano do governo PT, em 2003. Em sua pol\u00edtica de construir um grande pacto nacional, o presidente Lula constituiu o Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social, que tinha como objetivo reunir os trabalhadores e a burguesia para que discutissem e negociassem interesses que supostamente n\u00e3o seriam antag\u00f4nicos. Ou seja, a CUT e outras dire\u00e7\u00f5es dos trabalhadores deveriam discutir com representantes dos grandes capitalistas formas de minimizar os efeitos dos ataques a serem promovidos pelo governo Lula.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de coopta\u00e7\u00e3o das dire\u00e7\u00f5es dos trabalhadores, com a CUT \u00e0 frente, se manifestou no embate contra a chamada \u201creforma da previd\u00eancia\u201d, que atacava principalmente a aposentadoria dos servidores p\u00fablicos. Enredada nas tramas do governo Lula, a CUT optou por tentar deixar menos pior a proposta ao inv\u00e9s de combater seu texto na integralidade. O PT, por sua vez, foi agente direto desse ataque aos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pol\u00edtica desastrosa teve como consequ\u00eancia uma s\u00e9rie de rupturas. No \u00e2mbito da pol\u00edtica mais geral, os parlamentares \u201cradicais\u201d do PT que votaram contra o projeto de reforma da previd\u00eancia foram expulsos do partido, vindo a fundar o PSOL em 2005. No campo sindical, em 2004 constituiu-se a Coordena\u00e7\u00e3o Nacional de Lutas (Conlutas) como espa\u00e7o de aglutina\u00e7\u00e3o de sindicatos e demais entidades em luta, reunindo parcela significativa dos setores de oposi\u00e7\u00e3o ao governo Lula. Parte dos setores que participavam desse espa\u00e7o, em especial o PSTU, defendia uma pol\u00edtica de desfilia\u00e7\u00e3o dos sindicatos da CUT e a constru\u00e7\u00e3o de uma nova central. Em 2006 a Conlutas se transforma em central sindical, principalmente por conta dos interesses materiais desse setor da burocracia sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a constru\u00e7\u00e3o desses novos espa\u00e7os n\u00e3o significou uma efetiva reorganiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, mas somente a cria\u00e7\u00e3o de aparatos artificiais. O melhor exemplo \u00e9 a Intersindical, que, mesmo se colocando como uma central, n\u00e3o tem qualquer relev\u00e2ncia no movimento. Passados tantos anos, a despeito das trai\u00e7\u00f5es e do imobilismo de sua dire\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria, a esmagadora maioria dos trabalhadores permanece na base da CUT. <\/p>\n\n\n\n<p>No que se refere aos oper\u00e1rios, somente centrais ligadas a partidos burgueses, como For\u00e7a Sindical e UGT, possuem alguma inser\u00e7\u00e3o significativa al\u00e9m da CUT. No caso da CSP-Conlutas, embora tenha conseguido filiar alguns poucos sindicatos oper\u00e1rios, seu maior peso pol\u00edtico encontra-se no funcionalismo p\u00fablico federal, reunindo entidades de grande relev\u00e2ncia nacional, como o sindicato dos docentes universit\u00e1rios (ANDES) e o SINASEFE, al\u00e9m de pequenos sindicatos regionais.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\" class=\"has-text-color has-background has-very-dark-gray-color has-pale-cyan-blue-background-color\"><strong>PERSPECTIVA DE BASE: <\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.sinasefe-ifc.org\/litoral\/noticias\/perspectiva-de-base-nova-secao-do-site-da-espaco-as-opinioes-dos-filiados-ao-sindicato\/\"><strong>Se\u00e7\u00e3o do site d\u00e1 espa\u00e7o \u00e0s opini\u00f5es dos filiados ao Sindicato<\/strong><\/a><strong> <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-drop-cap\">O cen\u00e1rio geral apresenta tr\u00eas segmentos de centrais sindicais. Uma central de massas ligada ao PT (CUT), cuja dire\u00e7\u00e3o aposta na concilia\u00e7\u00e3o de classes. Um conjunto de centrais com relativa inser\u00e7\u00e3o ao movimento oper\u00e1rio, mas que s\u00e3o ligadas diretamente a partidos burgueses (UGT, For\u00e7a Sindical, entre outras). E pequenas centrais ligadas a partidos de esquerda (CSP-Conlutas e Intersindical) que n\u00e3o possuem uma grande inser\u00e7\u00e3o no movimento oper\u00e1rio, conseguindo no m\u00e1ximo mobiliza\u00e7\u00f5es isoladas e de pouco impacto para o conjunto da luta, restringindo-se a uma influ\u00eancia parcial no funcionalismo p\u00fablico. <strong>Em suma, n\u00e3o existe hoje segmento do movimento sindical que tenha, ao mesmo tempo, capacidade mobiliza\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o de luta enquanto dire\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, h\u00e1 uma urgente necessidade de reunifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores pela base, com ou sem o apoio das dire\u00e7\u00f5es, com vistas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma greve geral. Os trabalhadores precisam romper as amarras com os aparatos burocr\u00e1ticos e, al\u00e9m de construir unidades pontuais, tamb\u00e9m precisam articular um espa\u00e7o centralizado que organize a maior parte da classe. <\/p>\n\n\n\n<p>A CUT foi conivente com um dos mais profundos ataques ao funcionalismo p\u00fablico, a reforma da previd\u00eancia de Lula, levando setores de massas, como professores e t\u00e9cnicos das universidades, bem como trabalhadores do INSS e de outras categorias, a criarem \u00f3dio pela dire\u00e7\u00e3o da central. Uma parcela desses segmentos deixou a CUT, uma a\u00e7\u00e3o que, a despeito de sua legitimidade, em diversos contextos tem isolado os seus sindicatos das mobiliza\u00e7\u00f5es mais gerais da classe.<\/p>\n\n\n\n<p>Para superar isso, uma das propostas que vem sendo discutidas \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o de um Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), inclusive como resolu\u00e7\u00e3o congressual do SINASEFE. Esse encontro (ou congresso) seria constitu\u00eddo por delegados eleitos nas bases dos sindicatos, do movimento estudantil e dos movimentos sociais, para unificar uma pauta de reivindica\u00e7\u00f5es e para organizar a luta contra os ataques que vem sendo implementados pelos governos e pela burguesia. <\/p>\n\n\n\n<p>Esse encontro poderia colocar em pauta a constru\u00e7\u00e3o de uma nova central, controlada pela base e que n\u00e3o fosse uma resposta aos interesses materiais das burocracias. <strong>Esse espa\u00e7o pode vir a significar uma nova experi\u00eancia de articula\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o, expressando os anseios mais sentidos pelos trabalhadores e pela juventude e, a partir disso, construindo uma nova dire\u00e7\u00e3o para o movimento sindical que supere os limites das atuais burocracias.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Somente a unidade dos trabalhadores e da juventude poder\u00e3o barrar os ataques do governo Bolsonaro e da burguesia!<\/p>\n\n\n\n<p> <em>1 \u2013 Michel Silva \u00e9\u00a0Doutor em Hist\u00f3ria pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Realizou est\u00e1gio p\u00f3s-doutoral no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). T\u00e9cnico em Assuntos Educacionais do Instituto Federal Catarinense (IFC). Possui gradua\u00e7\u00e3o e mestrado em Hist\u00f3ria pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Hist\u00f3ria, com \u00eanfase em Hist\u00f3ria do Brasil Contempor\u00e2neo, atuando principalmente nos seguintes temas: ditadura no Brasil, moderniza\u00e7\u00e3o, marxismo e cultura pol\u00edtica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&gt;&gt; Saiba mais sobre a Se\u00e7\u00e3o Perspectiva de Base e como contribuir:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-sinasefe-litoral\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"4TyuC5wpbm\"><a href=\"https:\/\/www.sinasefe-ifc.org\/litoral\/noticias\/perspectiva-de-base-nova-secao-do-site-da-espaco-as-opinioes-dos-filiados-ao-sindicato\/\">PERSPECTIVA DE BASE: Nova se\u00e7\u00e3o do site d\u00e1 espa\u00e7o \u00e0s opini\u00f5es dos filiados ao Sindicato<\/a><\/blockquote><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 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